Prólogo de SILENCE

Oi galera!!!!!
Depois de algum tempo finalmente trouxe para você o prólogo de Silence.
Está simplesmente perfeito.
Becca foi perfeita !!!

 Se delíciem com a leitura....

PRÓLOGO
COLDWATER, MAINE – TRÊS MESES ATRÁS
O AUDI PRETO E POLIDO PAROU NO estacionamento com vista para o cemitério, mas nenhum dos três homens dentro tinha intenção algum de honrar os mortos. Já passava da meia-noite, e a área estava oficialmente fechada. Uma estranha bruma de verão pairava de maneira fina e sombria, como uma série de fantasmas se levantando. Mesmo a lua, crescente, delgada e extensa, parecia uma pálpebra inclinada. Antes que a poeira da estrada assentasse, o motorista pulou para fora, prontamente abrindo as duas portas dos passageiros.
Blakely saiu primeiro. Ele ficou de pé altivamente, com seu cabelo começando a ficar grisalho e um rosto duro e retangular – quase trinta anos humanos, apesar de acentuadamente mais velho pela contagem dos Nephilim.
Ele foi seguido por um segundo Nephil chamado Hank Millar. Hank, também, era excepcionalmente alto, com cabelo loiro, olhos azuis faiscantes, e um charme carismático. Seu lema era “Justiça acima de misericórdia” e isso, combinado com sua súbita ascensão ao poder no submundo Nephilim durante os últimos anos, tinham lhe garantido os apelidos de Punho da Justiça, Punho de Ferro e, o mais conhecido, Mão Negra. Ele era saudado entre os seus como um líder visionário, um salvador. Mas em círculos menos de fundo de quintal, referiam-se a ele em segredo como Mão Sangrenta. Vozes baixas murmuravam não sobre um redentor, mas sobre um ditador cruel. Hank achava a tagarelice nervosa deles divertida; um ditador de verdade tinha poder absoluta e nenhuma oposição. Com sorte, algum dia ele cumpriria as expectativas deles.
Hank saiu e acendeu um cigarro, tragando longamente. “Meus homens estão reunidos?”
“Dez homens estão na floresta acima de nós,” Blakely respondeu. “Mais dez em carros, nas duas saídas. Cinco estão escondidos em diversos pontos dentro do cemitério; três na parte de dentro do mausoléu, e dois ao redor da cerca. Mais e nós nos denunciaríamos. Sem dúvida o homem que você encontrará hoje à noite virá com seu próprio reforço.
Hank sorriu na escuridão. “Oh, eu duvido bastante disso.”
Blakely pestanejou. “Você trouxe vinte e cinco dos seus melhores lutadores Nephilim para combater um homem?”
“Um homem não,” Hank o lembrou. “Não quero que nada dê errado hoje à noite.”
“Temos a Nora. Se ele causar problemas, coloque-a no telefone com ele. Dizem que os anjos não sentem um toque, mas emoções valem. Ele certamente sentirá quando ela gritar. Dagger está próximo, à espera."
Hank se virou para Blakely, lançando-lhe um sorriso lento e apreciativo. “Dagger está vigiando ela? Ele não é lá muito equilibrado."
“Você disse que queria oprimi-la.”
“Eu disse isso mesmo, não disse?” Hank meditou. Passaram-se quatro dias curtos desde que ele a capturou, arrastando-a de um galpão de manutenção dentro do Parque de Diversões Delphic, mas ele já tinha determinado precisamente quais lições ela precisava aprender. Primeiro, nunca questionar sua autoridade na frente de seus homens. Segundo, devoção à sua linhagem Nephilim. E, talvez o mais importante, mostrar respeito a seu próprio pai.
Blakely deu a Hank um pequeno dispositivo mecânico com um botão no centro que brilhava num tom sobrenatural de azul. “Coloque isso no seu bolso. Aperte o botão azul e seus homens irão abundar de todas as direções.”
“Foi aprimorado com artes negras?” Hank perguntou.
Um aceno. “Ao ativar, ele é projetado para imobilizar temporariamente o anjo. Não sei dizer por quanto tempo. Este é um protótipo, e não testei-o a fundo.”
“Falou disso com alguém?”
“O senhor ordenou que não o fizesse.”
Satisfeito, Hank embolsou o mecanismo. “Deseje-me boa sorte, Blakely.”
Seu amigo deu um tapinha em seu ombro. “Você não precisa disso.”
Jogando de lado seu cigarro com um peteleco, Hank desceu os degraus de pedra que levavam ao cemitério, um pedaço de terra um tanto brumoso que tornava seu ângulo privilegiado imprestável. Ele esperava ver o anjo primeiro, de cima, mas foi confortado por saber que estava apoiado por uma milícia escolhida por ele próprio e altamente treinada.
Na base dos degraus, Hank espiou cuidadosamente pelas sombras. Tinha começado a garoar, limpando a bruma. Ele conseguia distinguir lápides elevadas e árvores que se retorciam selvagemente. O cemitério era malcuidado e quase um labirinto. Não era de se surpreender que Blakely tivesse sugerido aquele lugar. A probabilidade de olhos humanos presenciarem acidentalmente os eventos de hoje à noite era insignificante.
Lá. Na frente. O anjo inclinava-se em uma lápide, mas ao sinal de Hank, ele se endireitou. Vestido rigorosamente de preto, incluindo uma jaqueta de couro de motociclista, era difícil distingui-lo das sombras. Ele não se barbeava há dias, seu cabelo estava indisciplinado e despenteado, e havia linhas de preocupação ao redor de sua boca. Lamentando o desaparecimento de sua namorada, então? Ainda melhor.
“Você parece um pouco danificado... Patch, não é?” Hank disse, parando alguns metros de distância.
O anjo sorriu, mas não foi de prazer. “E eu aqui achando que você é quem tinha ficado algumas noites sem dormir. Afinal, ela é sua carne e osso. Dá pra ver que você tem tido seu sono de beleza. Rixon sempre disse que você era bonito.”
Hank deixou o insulto passar batido. Rixon era o anjo caído que costumava possuir seu corpo a cada ano durante o mês de Cheshvan, e ele estava tão morto quanto era possível. Com ele fora, não havia nada restante no mundo que aterrorizava Hank. “Bem? O que tem para mim? É melhor que seja bom.”
“Eu visitei a sua casa, mas você escapou e foi se esconder com o rabo entre as pernas e levou sua família com você,” o anjo disse numa voz baixa, ressonante com algo que Hank não conseguia interpretar corretamente. Estava entre desrespeito e... zombaria.
“Sim, achei que você pudesse tentar algo imprudente. Olho por olho, esse não é o lema dos anjos caídos?” Hank não conseguia afirmar se estava impressionado ou irritado pelo comportamente descolado do anjo. Ele esperava encontrar o anjo frenético e desesperado. No mínimo esperava provocar-lhe uma violência. Qualquer desculpa para trazer seus homens correndo. Nada como um banho de sangue para instigar camaradagem. “Chega de graça. Diga que me trouxe algo de útil.”
O anjo deu de ombros. “Seguir o seu plano pareceu sem importância perto de encontrar onde você armazenou a sua filha.”
Os músculos na mandíbula de Hank se apertaram. “Esse não foi o acordo.”
“Vou conseguir a informação que você precisa,” o anjo respondeu, quase como se conversando, se não fosse pelo brilho arrepiante em seus olhos. “Mas antes solte a Nora. Coloque seus homens no telefone agora.”
“Preciso de garantia que você cooperará a longo prazo. Vou ficar com ela até que cumpra a sua parte do acordo.”
Os cantos da boca do anjo se inclinaram para cima, mas isso dificilmente era um sorriso. Havia algo verdadeiramente ameaçador no resultado. “Não estou aqui para negociar.”
“Não está em posição para isso.” Hank alcançou seu bolso interno da camisa e retirou seu telefone. “Estou sem paciência. Se desperdiçou o meu tempo hoje, vai ser uma noite desagradável para a sua namorada. Um telefonema, e ela fica com fome—”
Antes que ele tivesse tempo de prosseguir com sua ameaça, Hank tropeçou para trás. Os braços do anjo brilharam, e todo o ar escapou de Hank com rapidez. A cabeça dele bateu em algo sólido, e ondas de escuridão rolaram em sua visão.
"É assim que vai funcionar," o anjo sussurrou. Hank tentou forçar um grito, mas a mão do anjo fechou-se em sua garganta. Hank chutou seus pés, mas o gesto foi inútil; o anjo era muito forte. Ele tentou alcançar o botão de pânico no bolso, mas seus dedos tatearam inutilmente. O anjo havia cortado seu oxigênio. Luzes vermelhas estouraram atrás de seus olhos e parecia que uma pedra tinha rolado para cima de seu peito.
Em um estouro de inspiração, Hank invadiu a mente do anjo, desembaraçando os fios que formavam seus pensamentos, focando-se fixamente em redirecionar as intenções do anjo, enfraquecendo sua motivação, o tempo todo sussurrando um hipnótico, Solte Hank Millar, solte-o agora—
"Um truque da mente?" o anjo desdenhou. "Nem se incomode. Ligue," ele ordenou. "Se ela ficar livre nos próximos dois minutos, eu te matarei rapidamente. Mais tempo que isso, e vou rasgá-lo em pedaços, um de cada vez. E confie em mim quando digo que vou aproveitar cada um dos gritos que você articular."
"Não—pode—me—matar!" Hank cuspiu.
Ele sentiu uma dor cauterizante irromper pela sua bochecha. Ele uivou, mas o som não conseguiu passar dos lábios. Sua traqueia foi esmagada, segurada firmemente pelo anjo. A dor bruta e ardente se intensificou, e a todo redor Hank conseguia sentir o cheiro de sangue misturado com seu próprio suor.
"Um pedaço de cada vez," o anjo sibilou, balançando algo parecido com papel e ensopado em um líquido escuro sobre a visão torvelinhante de Hank.
Hank sentiu seus olhos se alargarem. Sua pele!
"Ligue para seus homens," o anjo ordenou, soando infinitamente menos paciente.
"Não consigo—falar!" Hank gorgolejou. Se ele pudesse apenas alcançar o botão de pânico...
Faça um juramento para soltá-la agora, e eu deixo você falar. A ameaça do anjo deslizou facilmente para a cabeça de Hank.
Está cometendo um grande erro, menino, Hank disparou de volta. Seus dedos roçaram seu bolso, deslizando para dentro. Ele apertou o dispositivo de pânico.
O anjo fez um som gutural de impaciência, arrancou o aparelho e atirou-o na bruma. Faça o juramento ou o seu braço é o próximo.
Eu aumento o nosso acordo original, Hank devolveu. Pouparei a vida dela e enterrarei toda a intenção de vingar a morte de Chauncey Langeais se me trouxer a informação que preciso. Até lá, prometo tratá-la humanamente—
O anjo bateu a cabeça de Hank contra o chão. Entre a náusea e a dor, ele ouviu o anjo dizer, Não vou deixá-la com você nem mais cinco minutos, muito menos o tempo que levarei para conseguir o que você quer.
Hank tentou espreitar por cima do ombro do anjo, mas tudo o que viu foi uma cerca de lápides. O anjo o tinha no chão, bloqueado de vista. Seus homens não conseguiam vê-lo. Ele não acreditava que o anjo conseguiria matá-lo — ele era imortal — mas ele não ia ficar deitado aqui e se deixar ser mutilado até parecesse um cadáver.
Ele curvou seus lábios e olhou nos olhos do anjo. Eu nunca vou esquecer como ela gritou alto quando eu a arrastei para longe. Sabia que ela gritou o seu nome? Repetidamente. Ela disse que você viria atrás dela. Isso foi nos primeiros dias, é claro. Acho que ela está finalmente começando a aceitar que você não é páreo para mim.
Ele observou o rosto do anjo escurecer quase como com sangue. Seus ombros sacudiram, seus olhos negros dilatados com raiva. E então tudo aconteceu em uma agonia impressionante.
Em um instante Hank estava prestes a desmaiar pela dor incandescente de sua carne socada, e no seguinte ele encarava os punhos do anjo, pintados com seu sangue.
Um uivo ensurdecedor trovejou para fora do corpo de Hank. A dor explodiu dentro dele, quase deixando-o inconsciente. De algum lugar distante, ele ouviu os pés correndo de seus homens Nephilim.
"Tire-o—de cima—de mim!" ele rosnou enquanto o anjo rasgava seu corpo. Cada terminação nervosa encolerizada com fogo. Calor e agonia vazava de seus poros. Ele olhou sua mão, mas não havia carne — apenas osso deformado. O anjo iria despedaçá-lo. Ouviu grunhidos de esforço de seus homens, mas o anjo ainda estava em cima dele, suas mãos tacando fogo em todos os lugares onde tocavam.
Hank xingou violentamente. "Blakely!"
"Arranque-o agora!" veio o comando brusco de Blakely para seus homens.
Não cedo o suficiente, o anjo foi arrastado para longe. Hank ficou deitado no chão, ofegando. Estava molhado de sangue, uma dor esfaqueando-o como pás quente. Dando um tapa na mão esticada de Blakely, Hank esforçou para ficar de pé. Sentiu-se instável, oscilando e intoxicado com seu próprio sofrimento. Pelos olhares escancarados de seus homens, Hank sabia que ele era uma visão horrorosa. Dada a seriedade de seus ferimentos, poderia levar uma semana inteira para curar — mesmo com as melhorias das artes negras.
"Devemos prendê-lo, senhor?"
Hank tocou com leveza um lenço em seus lábios, que estava aberto e pendurava-se de seu rosto como uma polpa. "Não. Preso ele não tem nenhum uso para nós. Diga a Dagger que a garota não deverá ter nada além de água por 48 horas." Sua respiração era irregular. "Se nosso garoto aqui não colabora, ela paga."
Assentindo, Blakely virou-se para longe da cena, discando em seu telefone.
Hank cuspiu um dente sangrento, estudou-o em silêncio, então o enfiou-o em seu bolso. Ele fixou seus olhos no anjo, cujo único sinal exterior de fúria vinha na forma de punhos cerrados. "Mais uma vez, os termos do nosso juramento, para que não haja demais mal-entendidos. Primeiro, você ganhará de volta a confiança dos anjos caídos, reunindo-se novamente ao posto deles—"
"Vou te matar," o anjo disse com um aviso silencioso. Apesar de ser segurado por cinco homens, ele não mais lutava. Ele estava mortalmente parado, seus olhos como órbitas negras queimando de vingança. Por um momento, Hank sentiu uma pontada de medo acender como um fósforo dentro de suas tripas.
Ele forçou uma indiferença descolada. "—a seguir, você irá espioná-los e relatar suas negociações diretamente a mim."
"Eu juro agora," o anjo disse, sua respiração controlada, mas elevada, "com esses homens como minhas testemunhas, não descansarei até que você esteja morto."
"Um desperdício de ar. Não pode me matar. Talvez tenha esquecido de quem um Nephil reivindica seu direito de primogenitura de ser imortal?"
Um murmúrio de divertimento circulou entre seus homens, mas Hank acenou para que se silenciassem. "Quando eu tiver determinado que me deu informações suficientes para prevenir com sucesso que anjos caídos possuam os corpos de Nephilim neste próximo Cheshvan—"
"Por cada mão que tocar ela, devolverei multiplicado por dez."
A boca de Hank retorceu-se em um sorriso sugestivo. "Um sentimento desnecessário, não acha? Quando eu acabar com ela, ela não vai lembrar do seu nome."
"Lembre-se desse momento," o anjo disse com uma veemência gelada. "Vai voltar para assombrá-lo."
"Chega disso," Hank repreendeu, fazendo um gesto enojado e começando a voltar para o carro. "Leve-o para o Parque de Diversões Delphic. Queremos ele de volta entre os caídos o mais rápido possível."
"Eu te dou as minhas asas."
Hank parou sua partida, não tendo certeza se tinha ouvido corretamente o anjo. Ele deu uma risada parecida com um latido. "O quê?"
"Faça um juramento para liberar a Nora agora, e elas são suas." O anjo soava emaciado, revelando o primeiro sinal de derrota. Música para os ouvidos de Hank.
"Que utilidade eu teria para suas asas?" ele respondeu suavemente, mas o anjo havia capturado sua atenção. Pelo que ele sabia, nenhum Nephil já tinha arrancado as asas de um anjo. Eles faziam isso entre sua própria espécie de vez em quando, mas a idaia de um Nephil ter esse poder era uma novidade. Muito tentador.
Contos de sua conquista iriam varrer as famílias Nephilim durante a noite.
"Você pensará em algo," o anjo disse com um cansaço crescente.
"Farei um juramento de libertá-la antes do Cheshvan," Hank reagiu, sufocando todo ímpeto de sua voz, sabendo que revelar o seu prazer seria desastroso.
"Não é bom o bastante."
"Suas asas podem ser um troféu bonito, mas eu tenho planos maiores. Libertarei-a no fim do verão, é a minha oferta final. "Ele se virou, indo embora, engolindo seu entusiasmo ganancioso.
"Feito," o anjo disse com uma resignação tranquila, e Hank soltou uma respiração lenta.
Ele se virou. "Como será feito?"
"Seus homens vão arrancá-la."
Hank abriu sua boca para discutir, mas o anjo o interrompeu. "Eles são fortes o bastante. Se eu não lutar, nove ou dez deles juntos conseguiriam fazer isso. Eu voltarei a viver debaixo da Delphic e deixarei todos saberem que os arcanjos arrancaram minhas asas. Mas para que isso funcione, você e eu não podemos ter qualquer conexão," ele alertou.
Sem demora, Hank sacudiu algumas gotas de sangue de sua mão desfigurada na grama a seus pés. "Faço um juramento de liberar a Nora antes do final do verão. Se quebrar meu voto, imploro que eu possa morrer e voltar ao pó de onde eu fui criado."
O anjo puxou sua camiseta sobre a cabeça e abraçou seus joelhos com as mãos. Seu tronco subia e descia com cada respiração. Com uma certa bravura que Hank tanto detestava quanto invejava, o anjo lhe disse, "Vai logo com isso."
Hank teria gostado de fazer as honras, mas sua cautela venceu. Ele não tinha certeza de que não haviam vestígios de artes negras nele. Se o lugar onde as asas de um anjo fundiam-se em suas costas fosse tão receptivo como os boatos diziam, um toque poderia denunciá-lo. Ele tinha trabalhado muito duro para fracassar a essa altura do jogo.
Sufocando seu pesar, Hank dirigiu-se a seus homens. "Arranquem as asas do anjo e limpem qualquer bagunça. Então despejem seu corpo nos portões da Delphic, onde ele certamente será encontrado. E tome cuidado para não serem vistos." Ele teria gostado de ordenar para que marcassem o anjo com a sua marca — um punho fechado — uma exibição visível de triunfo que certamente aumentaria seu status entre os Nephilim em todos os lugares, mas o anjo tinha razão. Para que isso funcionasse, eles não poderiam deixar evidência nenhuma de uma associação.
De volta ao carro, Hank olhou sobre o cemitério. O evento já havia terminado. O anjo estava prostrado no chão, sem camisa, duas feridas abertas em todo o comprimento de suas costas. Apesar de não ter sentido um pingo de dor, seu corpo parecia ter entrado em choque pela perda. Hank também tinha ouvido falar que as cicatrizes da asa de um anjo caído eram seu calcanhar de Aquiles. Neste caso, os boatos pareciam ser verdadeiros.
"Devemos encerrar a noite?" Blakely perguntou, aproximando-se atrás dele.
"Mais um telefonema," Hank disse com uma corrente de ironia. "Para a mãe da garota."
Ele discou e colocou seu celular no ouvido. Limpou a garganta, adotando um tom tenso e preocupado. "Blythe, querida, eu só agora recebi sua mensagem. A família e eu estávamos de férias e estou correndo para o aeroporto agora. Vou pegar o primeiro voo. Me conte tudo. O que quer dizer com raptada? Tem certeza? O que a polícia disse?" Ele fez uma pausa, ouvindo seus soluços angustiados. "Me escute," ele disse à ela com firmeza." Estou aqui para você. Vou esgotar todos os recursos que eu tiver, se isso for peciso. Se Nora está lá fora em algum lugar, vamos encontrá-la." 

  Gostaram??
Super beijuxxx!!!
xoxo

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